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Sexta-feira, Setembro 30, 2005




por Edu às 11:15 PM Comente:

Quarta-feira, Setembro 28, 2005


Penso, logo existo. Ajo, logo vivo. Ainda só sei pensar, quiçá um dia eu chegue a agir. E se agindo, viverei, que eu seja feliz. Porque como diria o Zé (Saramago): "A felicidade é como o sal, não alimenta mas dá sabor".

Aham. ;)

por Edu às 8:32 PM Comente:

Segunda-feira, Setembro 26, 2005


lição de casa: ler isto aqui, porque um pouco de marina nunca fez mal a ninguém.

façamos: peguemos as canetinhas, os lápis de cor, giz de cera, tinta guache, glitter, purpurina, papel crepom, laminado, celofane e lantejoulas, porque, ai, tá na hora de enfeitar um pouco a vida, sabe.

não se esqueça: "escrever com dois dedos e amar com a vida inteira", joaquim ferreira dos santos.

lembre-se: "o que você amar você é", rûmi (poeta persa).

ouvindo: rufus wainwright, delícia.

por Edu às 7:30 PM Comente:

Sábado, Setembro 24, 2005


É uma pena eu não ser da época dos grandes festivais de música popular brasileira, como os da Excelsior, Record e Globo. Mas foi bastante prazeiroso ver a TV Cultura (uma das poucas assistíveis) retomar a idéia com o seu Festival Cultura - A nova música do Brasil. E é espantoso ver que, sim, há compositores e interprétes maravilhosos, mas que ficam à sombra de gente que nem vale a pena citar.

Este domingo, às 21h, se não me engano, a Cultura vai passar os bastidores do festival. Deve valer a pena. E se você não viu, dá uma entrada no site que tem as letras e vídeos dos classificados. E olha só o nível dos concorrentes...

Achou!, de Dante Ozetti e Luis Tatit, cantada pela cativante Ceumar. É a minha preferida, ficou em segundo lugar:

"Investir / É cultivar o amor / Se despir / É ativar
Resistir / É atuar o amor / Insistir / É saturar
Aderir / É estar com seu amor / Adorar / É superstar
Aplaudir / Até sentindo dor / É amar
Quem puder / Viver um grande amor / Verá

Consentir / É educar o amor / Seduzir / É cutucar
Amarei! / É conjugar o amor / Não amei! / É enxugar
Avançar / É conquistar o amor / Amansar / É como está
Como estou / Com muito amor pra dar / Eu dou!
Quem estiver / Atrás de um grande amor / Achou!"


Girando na renda, de Pedro Luis (e A Parede), Flávio Guimarães e Sérgio Paes, com a interpretação da talentosa Roberta Sá, ficou em terceiro lugar:

"Reza quem é de rezar
Brinca aquele que é de brincadeira
Quem é de paz pode se aproximar
Hoje é festa pruma noite inteira"


Contabilidade, de Danilo Moraes e Ricardo Teperman e interpretado pelos mesmos, foi a vencedora e foi vaiadíssima. Por que é ruim? Não. Mas é uma música difícil, convenhamos. O ministro Gilberto Gil, que entregou o prêmio, não conseguiu nem falar - e o que ia falar? sobre o que aconteceu com Caetano Veloso no festival em que cantou "É proibido proibir", também vaiado.

"Felicidade se conta com conta-gotas
Razão inversa das lágrimas que revertemos
Parco retorno de um investimento tão incerto
Que é de se pensar se vale a pena"


E houveram tantas outras que também mereciam estar entre as vencedoras, e de um jeito ou de outro, já venceram.

Amanhã de depois de amanhã de Celso Viáfora, lindíssima: "Amanhã o sol ia nascer / Amanhã é que eu ia arrasar / Amanhã ia ser o início / Do fim desse tempo difícil / Pra ser só alegria".

Lama de Douglas Germano, cantada por Adriana Moreira (outra revelação, ao menos pra mim), e vejam que letra linda:

"Um samba que fale das coisas do mundo,
Um samba que ninguém precisa explicar,
Há de vir com a simplicidade
De qualquer amor, de qualquer suor, de qualquer dor dessas de verdade (...)
De quem tem paixão, de quem não tem vez
De uma cicatriz feita de verdade
Há de vir carregado de história,
Há de vir carregado de mágoa,
Vai ser feito de lama, que molda, que quebra,
Mas nunca se acaba"


A moça na janela, Zé Renato e Lula Queiroga, outra que eu gostei muito: "Se ela voltar vai ser pra vida / Que ela não pediu (...) E quem vai ligar pra ela / Na janela a soluçar? / Passou o dia a entardecer / Passou a noite a madrugar / Vento daqui não vem do mar (...) Passei a noite a me culpar / Passei o dia a remoer / O sol daqui não vem do mar".

por Edu às 2:14 PM Comente:

Quarta-feira, Setembro 21, 2005


Bem... vejamos o que EU tenho a dizer...
- balela, é tudo do meu ídolo Caio -


"Não sei mais falar, abraçar, dar beijos, dizer coisas aparentemente simples como 'eu gosto de você'".
- tens certeza de que isso não saiu de mim? -

"Penso, com mágoa, que o relacionamento da gente sempre foi um tanto unilateral, sei lá, não quero ser injusto nem nada - apenas me ferem muito esses teus silêncios".
- sei lá, isso acho que tem a ver com a minha carência e/ou pobreza, sempre acho que eu gosto demais e o outro de menos. se bem que tudo bem, eu exijo muito, cobro muito. deixa pra lá... -

"E se é verdade que o tempo não volta, também deveria ser verdade que os amigos não se perdem".
- bom, alguém aí discorda? -

"Tá certo que o sonho acabou, mas também não precisa virar pesadelo, não é?"
- não é? -

"Nada é muito terrível. Só viver, não é?"
- que nem, quando dizem q eu faço tempestade em copo d'água ou que não é pra tanto ou que tem gente em pior situação etc. pra quem vê de fora é sempre menos do que pra quem vê de dentro. mas oras, quem está dentro sou eu, não?

"Tô exausto de construir e demolir fantasias. Não quero me encantar com ninguém".
- eu sempre digo isso, eu sei. mas não é verdade. -

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"Cayman islands" - Kings of Convenience

por Edu às 7:24 PM Comente:

Domingo, Setembro 18, 2005


Edu, prazer. Virei Caiolatra há alguns meses.
- mais trechos de Cartas -

"Tenho tentado aprender a ser humilde. A engolir os nãos que a vida te enfia goela abaixo. A lamber o chão dos palácios. A me sentir desprezado-como-um-cão, e tudo bem, acordar, escovar os dentes, tomar café e continuar".

"Ah, então foi pra ele que eu dei meu coração e tanto sofri? Amor é falta de QI, tenho cada vez mais certeza".

"Para que não me firam, minto (...) e tomo a providência cuidadosa de eu mesmo me ferir, sem prestar atenção se estou ferindo o outro também".

"Quem diria que viver ia dar nisso?"

"Será que, à medida que você vai vivendo, andando, viajando, vai ficando cada vez mais estrangeiro? Deve haver um porto".


por Edu às 11:01 PM Comente:

Sexta-feira, Setembro 16, 2005


Olha, digamos assim, quem sou eu pra escrever sobre filmes, não é mesmo? Não conheço o suficiente da sétima arte (ou mesmo da vida) pra falar sobre. E não é só conhecimento que me falta, falta também senso de humor, um toque de sensibilidade aqui, uma outra coisa ali. Então o que me resta são esses rabiscos porcamente escritos.

21 gramas é triste e belo, e a tristeza e a beleza têm me fascinado muito. É bom e ruim, saber que uma atitude nossa pode mudar a vida de alguém, pra melhor ou pior. Antes do pôr-do-sol tem (é?) a conversa mais apaixonante que já vi em um filme, tão poderia-ser-comigo-mas-não-é. Tem gente que diz que nesse amor (deles) dá pra acreditar. E Casa de areia e névoa, em que não há o Bem nem o Mal? Alguém já disse "é um filme sobre como perder tudo, quando achamos não ter nada". É da mesma categoria dos tristes e belos. Igual a tudo na vida é do Woody Allen, e é impossível não reconhecer um filme dele. É tudo tão neurótico e tão bem-humorado, e apesar de ser sempre meio pessimista, é sempre meio esperançoso. Sideways achei agradabilíssimo de se assistir, e é um deleite ver uma atuação como a de Paul Giamatti. A doce vida... olha, não vou dizer que adorei, porque seria mentira, assim como seria mentira dizer que odiei. Fiquemos no, gostei. Há cenas antológicas e diálogos memoráveis, mas também há muita coisa, sei lá, que não entendi o porquê (e talvez não seja pra ser entendido, ou então é a tal falta de conhecimento meu). Só não dá pra resistir a risada sapeca de Anita Ekberg.

21 gramas
antes do pôr-do-sol
casa de areia e névoa
igual a tudo na vida
sideways
a doce vida


por Edu às 9:14 PM Comente:

Quarta-feira, Setembro 14, 2005


Cositas

> Minha mãe mandou eu escolher este dá-quí, como sou teimoso fui escolher aquele dá-lí, e me fêr-rei!

> Quem tá no orkut é pra se molhar, né não?

> A frase a seguir é linda de tão triste, mas não se aplica ao meu caso: "O amar que sinto pelos outros quase sempre é suficiente, não precisa nem ter volta". Eu preciso, aos quilos de preferência. De quem é a frase? E eu preciso dizer?

> "Mas eu não quero ter vergonha de nada que eu seja capaz de sentir". Nem preciso falar também, né?

> Brisa, chuva, calma, nuvem, céu, suspiro, esplendor, eu gosto dessas palavras.

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"Eternity" - Lizz Wright

por Edu às 7:15 PM Comente:

Segunda-feira, Setembro 12, 2005


De vez em quando me vêm frases ótimas, sensação que dura 1 segundo. Ainda bem que em 1 segundo não dá pra ligar o computador conectar-se a internet abrir o blogger e postar. Porque arrependimento não dura tão pouco, às vezes, uma eternidade.

por Edu às 7:01 PM Comente:

Domingo, Setembro 11, 2005


novinho em folha...

por Edu às 2:31 PM Comente:

Sábado, Setembro 10, 2005


"Mas eu nunca quis ser gostado por aquilo que não sou ou aparento ser".

Caio Fernando Abreu

por Edu às 8:24 PM Comente:

Quinta-feira, Setembro 08, 2005


Lendo CARTAS de Caio Fernando Abreu, e amando, pra variar. Ele escreveu coisas que me dão arrepios, parece ter saído de mim, modéstia parte.

"Tão estranho carregar uma vida inteira no corpo, e ninguém suspeitar dos traumas, das quedas, dos medos, dos choros". (A Nair e Zaél Abreu)

"Fico vivendo uma vida toda pra dentro, lendo, escrevendo, ouvindo musica o tempo todo". (A Charles Kiefer)

"Amor não resiste a tudo, não. Amor é jardim. Amor enche de erva daninha. Amizade também, todas as formas de amor". (A Jacqueline Cantore)

"E escolhendo não morrer, escolhendo continuar, de uma forma ainda meio cega, tortuosa, não-racional". (A Maria Adelaide Amaral)

"Uma pena, uma urgência. E uma compulsão horrível de quebrar imediatamente qualquer relação bonita que mal comece a acontecer. Destruir antes que cresça". (A Sergio Keuchgerian)

por Edu às 7:50 PM Comente:

Terça-feira, Setembro 06, 2005


PAREÇA E DESAPAREÇA

Parece que foi ontem / Tudo parecia alguma coisa
O dia parecia noite / E o vinho parecia rosas
Até parece mentira / tudo parecia alguma coisa
O tempo parecia pouco / e a gente se parecia muito
A dor, sobretudo / parecia prazer
Parecer era tudo / que as coisas sabiam fazer.


(Paulo Leminski)

por Edu às 8:03 PM Comente:

Sábado, Setembro 03, 2005


Almanacão

_Sei lá, parece que tudo virou uma obsessão: felicidade, amor, e todo o resto. Nem sei mais porque quero tanto isso tudo. Acho que perdi o fio da meada.

_O que você gostaria de ver escrito em sua lápide?

Dani Bianchi: "Aliás, o amor não acaba".
Patricia Alves: "Aqui jazz rock'n'roll rap hip-hop samba funk e bossa nova".

_Eu tenho "tezão" no nome. ;)

_Os pensamentos vão se atropelando, não aprenderam a fazer fila, vêm todos ao mesmo tempo, e isso me dá dor de cabeça. Às vezes eu fico tonto, são os pensamentos se debatendo pra ver quem vai ser o primeiro. Humpf.

_Complete a frase:

Esses dois olhos tristes que a terra há de comer viram uma grande injustiça acontecer, ...

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"Don't phunk with my heart" - Black Eyed Peas

por Edu às 6:32 PM Comente: