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:: cotidianidades :: |
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Sobre mim,
sobre nós,
sobre os outros.
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very stylish
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Terça-feira, Novembro 17, 2009 |
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todo o tempo que eu passo no trabalho, de manhã é mais forte, e com mais frequencia de uns tempos pra cá, penso em não voltar no dia seguinte. na verdade o que eu penso é "preciso ir embora daqui". estou cansado e as coisas vão ficar piores do que já estão - infelizmente isso não é pessimismo. acontece que não sei se o "daqui" é apenas referente ao espaço físico ou (também) a mim. e se for este o caso, continuarei fodido onde quer que eu vá, olha que legal. e eu não vejo saída. o problema em você ser "anormal" como eu, é que você não tem muitas opções. é isso ou isso e levante as mãos pro céu. acontece que o céu é um limite muito baixo pra quem não é "bem-sucedido". uma coisa leva a outra, e a outra, além. e eu fico por aqui mesmo. e isso me faz me sentir um merda.
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Edu às 5:48 PM Comente:
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domingo eu vi "pretty in pink" (a garota de rosa shocking), é tão bonitinho, os personagens tão fofos, dá vontade de apertá-los. fora o figurino deliciosamente brega e over. ingenuidade que combina comigo. é sério.
"crepúsculo" até que é legalzinho, deu até vontade de ver "lua nova". mas lógico que não vou aturar bandos de adolescentezinhas e seus namorados no cinema.
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Edu às 5:37 PM Comente:
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Quarta-feira, Novembro 11, 2009 |
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ontem durante o apagão, ouvi rádio à luz de velas com minha mãe. menino da porteira perde.
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Edu às 12:39 PM Comente:
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já disse que não gostei de "anticristo", mas o joão pires neto escreveu um artigo excelente sobre o filme. elogio-o fortemente.
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Edu às 12:38 PM Comente:
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Sábado, Novembro 07, 2009 |
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hoje, pra variar, fui ao cinema - apesar do calor de 39º. vi "anticristo" que achei meio chato e nada a ver, embora tenha algumas belas imagens. acho que não gosto mesmo do lars von trier, seus filmes sempre me irritam de alguma forma.
e o filme mais esperado do ano por mim: "500 dias com ela". ou seja, minha expectativa estava nas alturas, e a gente sabe no que muitas vezes isso resulta. mas não me decepcionei um segundo sequer. delicioso, lindo e apaixonante. é daqueles filmes que eu vou sempre querer rever. saí meio triste. por quê? porque apesar do filme não ser um filme romântico - como o narrador diz logo no início - há passagens de. e aquelas, né... aí já viu. há uma cena, quase no final, no parque, que é de despedaçar qualquer um, o "fora" mais doloroso que um apaixonado pode receber. e sabe quando você está apaixonado e tudo parece lindo? há uma cena musical extremamente deliciosa mostrando isso. fora que é um exemplo de como fazer citações a filmes (de ingmar bergman e woody allen a nouvelle vague e "a primeira noite de um homem") e músicas e bandas sem ser pedante ou pretensioso.
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Edu às 8:50 PM Comente:
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Domingo, Novembro 01, 2009 |
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toda saudade é feita de esquecimento e perda?
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Edu às 3:01 PM Comente:
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ontem fui ver “vigaristas” (the brothers bloom) – eu não dava nada por ele até ver o trailer e o christian petermann comentando – o filme é uma delícia! sabe delícia de delicioso? um absurdo atrás do outro. a seqüência em que mostram as habilidades da rachel weisz – que tem como hobby, colecionar hobbies – é um deleite.
bang bang, you’re dead!
vi também “distrito 9” que, assim, é muito legal, mas me decepcionou um pouco. quando vi o teaser há algumas décadas fiquei impressionado e acho que isso estragou tudo, não devia ter visto, mas aí não saberia do que se tratava e não iria ver. não sei direito o que eu esperava, mas enfim...
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Edu às 2:59 PM Comente:
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Terça-feira, Outubro 27, 2009 |
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porque existe o desejo, o sonho, a esperança; e existe a razão, o pé no chão dizendo que não, isso não vai acontecer.
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Edu às 5:05 PM Comente:
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Sexta-feira, Outubro 23, 2009 |
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# 012
o asfalto quente queimava os seus pés, mesmo calçados. o mormaço distorcia a imagem à frente, não tinha jeito: o tédio estava no ar. nenhum sinal de brisa, as árvores paradas como estátuas. as ruas desertas, o sol não dava trégua, o seguia sem pudor, nem ao menos com um quarteirão de distância. os primeiros pingos de suor brotando da pele, a camisa vagabunda colando no corpo. sentia o suor escorrendo pelas costas, pela testa, pelas coxas. não havia sombra, o inferno instalara-se por ali. a cada passo, o destino parecia cada vez mais longe, as pernas lhe faltavam. faltava ar. pensou em sentar, tomar fôlego. seria pior, não conseguiria mais levantar, provavelmente insolação, delírios, pensamentos suicidas. à noite, a casa o esperava, poderia tomar um banho fresco; mas ainda era meio-dia, havia contas para pagar no banco e o resto do dia na repartição pública.
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Edu às 4:57 PM Comente:
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